Gestão de ecommerce

Gestor de tráfego ou agência de performance: qual contratar para sua loja?

Compare prestadores externos pelo trabalho necessário, pelos recursos da loja e pela capacidade de executar o que foi combinado.

Por Douglas Hasse · Publicado em · 7 min de leitura

Empresário compara um profissional em videochamada e uma pequena equipe numa loja online, sob a pergunta Gestor ou agência

Contrate um gestor de tráfego ou uma agência de performance pelo trabalho necessário e pela capacidade comprovada de executá-lo. Um profissional independente pode atender bem uma loja com estrutura interna; uma agência pode fazer sentido quando faltam especialidades e coordenação. O nome do fornecedor não garante equipe completa, criação ilimitada ou vendas rentáveis.

Para decidir, liste o que sua loja já consegue fazer, o que precisa contratar e quem continuará responsável por implementar as mudanças. Aqui comparamos dois tipos de prestadores externos, não a contratação de um funcionário.

O que muda entre um gestor de tráfego e uma agência?

Um gestor independente pode concentrar sua entrega na publicidade ou oferecer um trabalho mais abrangente, diretamente ou com parceiros. Uma agência pode reunir especialidades, mas também vender um escopo restrito. É preciso verificar a proposta real, não presumir capacidade pelo tamanho da apresentação.

Pergunte quem planeja, quem opera a conta e quem explica as decisões. A pessoa que vende o serviço pode não ser quem acompanha a loja. Isso não é necessariamente um problema, desde que responsabilidades, experiência e continuidade estejam claras.

Se a dúvida envolve montar uma estrutura própria, consulte agência ou equipe interna no e-commerce. A comparação deste artigo começa quando a empresa já decidiu avaliar apoio externo.

Antes da proposta, descubra o que está faltando

Uma loja pode ter boas fotos, produção de conteúdo, desenvolvedor e alguém acompanhando margem, mas precisar de gestão especializada dos anúncios. Outra pode ter orçamento para campanhas e ninguém disponível para produzir materiais ou corrigir a página de produto.

Essas operações não deveriam comprar o mesmo pacote apenas por investirem o mesmo valor em mídia. A necessidade depende do problema, da equipe interna, do ritmo de trabalho e da complexidade comercial.

Use esta matriz para levar a conversa ao concreto:

Trabalho necessário O que perguntar ao fornecedor O que não presumir
Campanhas Quem define hipóteses, orçamento e revisões? Que configurar anúncios equivale a planejar o negócio
Criativos Quem roteiriza, produz, aprova e publica? Que todas as peças estão incluídas
Dados Quem confere eventos e interpreta divergências? Que uma tag instalada já está correta
Conversão Quem identifica e implementa melhorias na loja? Que recomendações incluem desenvolvimento
Retenção Existe acompanhamento de recompra no escopo? Que todo prestador de mídia também executa CRM
Coordenação Quem organiza dependências e prioridades? Que a agência substituirá a gestão interna da empresa

Quando um gestor independente pode ser suficiente?

Pode ser uma boa opção quando o trabalho está delimitado, o profissional tem experiência adequada e a empresa consegue atender às dependências. Acesso direto, conhecimento da conta e agilidade podem ser vantagens, dependendo de como o serviço é organizado.

Avalie também continuidade em ausências, disponibilidade, quantidade de contas acompanhadas e apoio para questões fora da especialidade principal. Não é uma crítica ao modelo: a mesma verificação vale para uma agência cuja operação depende de uma única pessoa.

Exemplo ilustrativo: uma loja já tem equipe de criação e alguém para atualizar produtos, enquanto o dono acompanha custos e ofertas. Um gestor pode cuidar da aquisição dentro desse sistema, desde que medição, análise e responsabilidades estejam combinadas.

Quando uma agência de performance pode fazer mais sentido?

Pode ser adequada quando a operação precisa combinar frentes diferentes e o fornecedor demonstra que consegue coordená-las. Isso pode envolver campanhas, análise, direcionamento criativo e acompanhamento de conversão, com o limite de cada entrega explícito.

Peça os nomes dos responsáveis, o papel de cada especialidade e como a equipe se comunica com a loja. Não basta uma lista de departamentos se ninguém explica quem atende sua conta ou implementa a prioridade da semana.

Exemplo também hipotético: uma marca recebe visitas, mas precisa organizar criativos, investigar a conversão e conectar os anúncios ao calendário comercial. Uma agência pode ajudar a coordenar esse trabalho; se a proposta não inclui produção ou desenvolvimento, alguém ainda terá de executar essas tarefas.

A verba de mídia determina qual modelo contratar?

Não sozinha. Na prática da Agência Hasse com lojas iniciantes, a referência usual para começar a publicidade é R$2.000 por mês de mídia, separadamente dos honorários. A lógica é concentrar testes e gerar informação útil, não afirmar que existe um mínimo universal imposto pelas plataformas.

Essa referência não decide automaticamente entre freelancer e agência. Se toda a capacidade financeira for consumida pelo serviço e não restar verba para publicidade e operação, a proposta pode ser inviável. O inverso também vale: investir em anúncios sem recursos para criação e correções deixa o trabalho incompleto.

Veja a explicação prática em quanto investir em tráfego pago para e-commerce. Não confunda o investimento publicitário com mensalidade de gestão ou com um valor que garanta resultados.

Como comparar o custo total dos fornecedores?

Some o que cada proposta cobre e o que ficará de fora: gestão, peças, ferramentas, desenvolvimento e tempo de coordenação da sua equipe. Dois valores mensais só são comparáveis quando as responsabilidades são comparáveis.

Não use uma faixa genérica de mercado como prova de que alguém é caro, barato ou competente. Peça a explicação do preço no contexto da sua operação. O guia de custos de agência para e-commerce organiza os modelos de contratação e os custos que podem aparecer separadamente.

Uma economia na mensalidade pode ser real e adequada. Pode também exigir trabalho interno que a empresa não consegue assumir. Uma proposta mais ampla só tem valor se as entregas forem necessárias e executadas.

Como avaliar provas sem escolher pela promessa mais forte?

Peça um case próximo do problema, com situação inicial, trabalho executado e limites. Um faturamento alto sem contexto não informa quanto foi investido, qual era a operação nem que parte do resultado pode ser atribuída ao serviço.

No case Zayaz, a Agência Hasse documenta campanhas, grupo VIP e planejamento comercial no crescimento da loja. A utilidade dessa prova é discutir a combinação de frentes. Ela não demonstra que toda agência vence um profissional independente, nem que outra empresa repetirá o resultado.

Pergunte também o que o fornecedor precisou do cliente. Uma proposta séria deixa visíveis as dependências, em vez de vender terceirização como ausência de participação do lojista.

O que fazer na prática: uma ficha para comparar duas propostas

  1. Escreva o problema principal da loja e o objetivo comercial.
  2. Liste recursos internos disponíveis: criação, site, dados, atendimento e operação.
  3. Peça os responsáveis por execução, análise e comunicação.
  4. Identifique entregas incluídas, limites e serviços adicionais.
  5. Combine como serão registradas hipóteses, mudanças e próximos passos.
  6. Confira acesso da empresa às contas e condições de passagem futura.
  7. Compare provas relevantes e custo total, sem exigir garantia impossível.

Para detalhar as entregas, use o que cobrar de uma agência de tráfego pago. Se as respostas continuarem vagas, peça esclarecimentos antes de assinar.

Ponto de vista da Agência Hasse

Defendemos que aquisição, conversão e realidade comercial sejam discutidas em conjunto. Isso pode acontecer com modelos diferentes de prestação. O decisivo é haver competência, recursos e responsabilidade suficientes para o problema da loja.

Não recomendamos contratar uma agência apenas para ter mais pessoas no organograma. O objetivo é conseguir tomar e executar decisões melhores. Para avaliar o que faz falta na sua operação, solicite um diagnóstico do e-commerce.

Perguntas frequentes

Um freelancer sempre custa menos?

Não é uma regra. Compare escopo, experiência, volume de trabalho e custos complementares. O formato de contratação não define sozinho o custo total.

Uma agência inclui criação, CRO e CRM?

Somente se isso estiver previsto. Pergunte o que significa cada entrega e quem implementa. Ter uma especialidade no site não significa que ela integra toda proposta.

Posso mudar de modelo depois?

Pode haver uma evolução conforme a necessidade da empresa e as condições acordadas. Mantenha acessos, documentação e clareza sobre contas para não depender de um modelo por falta de organização.

Conclusão

Gestor de tráfego e agência são alternativas a avaliar pelo encaixe com a loja, não por uma hierarquia automática. Compare capacidade de execução, dependências e custo total. Com essa ficha preenchida, solicite um diagnóstico estratégico para discutir o apoio adequado ao seu momento.

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